Entregadores de aplicativo fazem paralisação nacional nesta terça-feira
Mobilização ocorre nesta terça (1º) e cobra aumento nas taxas por corrida, mudanças nas regras das plataformas e mais transparência nos bloqueios de contas.
Entregadores de aplicativos realizam nesta terça-feira (1º de setembro) uma paralisação nacional em protesto contra as condições de trabalho e os valores pagos pelas plataformas de entrega.
A mobilização, chamada de “Breque Geral dos Apps”, é organizada principalmente por meio das redes sociais e grupos de mensagens. Os trabalhadores pretendem pressionar as plataformas e o governo por mudanças na remuneração e nas regras utilizadas pelos aplicativos.
Quanto os entregadores estão reivindicando?
Uma das principais reivindicações da categoria é a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida de até 4 quilômetros.
Para distâncias superiores, os trabalhadores defendem ainda um adicional de R$ 2,50 por quilômetro excedente.
Segundo os organizadores da mobilização, os valores atuais não seriam suficientes para cobrir despesas como combustível, manutenção e outros custos envolvidos no trabalho diário.
Entregadores criticam modalidade “+Entregas”
Outro ponto que está entre as reclamações é a modalidade conhecida como “+Entregas”. Nesse modelo, o profissional trabalha em determinadas áreas e horários estabelecidos pela plataforma.
Segundo os representantes dos trabalhadores, o sistema pode reduzir os valores recebidos e também prejudicar quem decide não aderir à modalidade.
A categoria também pede o encerramento da modalidade “Fim de Semana Turbinada”, que está entre os mecanismos de remuneração questionados pelos entregadores.
Bloqueios de contas também são alvo de reclamações
Além dos valores pagos por entrega, os trabalhadores reivindicam mudanças nos sistemas utilizados pelas plataformas para bloquear contas.
Entregadores afirmam que alguns bloqueios podem ocorrer de forma automática e sem explicações consideradas suficientes. A categoria pede mais transparência nos critérios utilizados pelos aplicativos e melhores condições para que o trabalhador possa contestar uma suspensão.
Movimento acontece em várias cidades
A paralisação foi organizada para acontecer em diferentes regiões do país. Além da orientação para permanecer offline nos aplicativos, estão previstos buzinaços, carreatas e manifestações.
Entre as cidades com mobilizações previstas estão Salvador, Feira de Santana, São Paulo, Campinas, Goiânia e Brasília.
Em São Paulo, uma grande manifestação está prevista para acontecer na Praça Charles Miller, com concentração a partir das 10h.
Salvador também terá mobilização
Na Bahia, coletivos de entregadores também anunciaram participação no movimento. A capital baiana está entre as cidades onde foram previstas manifestações relacionadas ao chamado Breque Geral dos Apps.
O movimento reúne trabalhadores que defendem mudanças nas taxas e nas condições de trabalho oferecidas pelas plataformas digitais.
Categoria também cobra mudanças na legislação
Os entregadores também acompanham a discussão sobre propostas de regulamentação do trabalho realizado por meio de aplicativos.
Parte dos trabalhadores critica o PLP 152, por considerar que o texto não atende plenamente às reivindicações relacionadas à renda e à proteção social.
Os trabalhadores também defendem que o governo federal estabeleça regras para garantir uma remuneração mínima por entrega.
O que pode acontecer durante a paralisação?
A adesão ao movimento pode provocar redução temporária na quantidade de entregadores disponíveis nos aplicativos nesta terça-feira.
Como a mobilização ocorre de forma descentralizada, o impacto pode variar de acordo com a cidade e com o número de profissionais que decidirem participar do movimento.


0 Comentários